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Governo e Embrapa avaliam ação da cultura de erva-doce em Simão Dias

O evento está previsto para as 9h no povoado Paracatu do Meio, em Simão Dias, no semi-árido sergipano, onde o projeto foi desenvolvido pela Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju - SE) e o Departamento Estadual de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Deagro).
05 de Março de 2007 | 08:50

Agricultores, pesquisadores e técnicos participam nesta terça-feira, 6, de dia de campo para avaliar a produção de erva-doce e discutir as ações implementadas durante o projeto "Transferência de Tecnologia de Base Ecológica para Produção de Erva-Doce". O evento está previsto para as 9h no povoado Paracatu do Meio, em Simão Dias, no semi-árido sergipano, onde o projeto foi desenvolvido pela Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju - SE) e o Departamento Estadual de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Deagro).

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros e coordenadora do projeto, Maria Urbana Corrêa Nunes, o trabalho foi concluído com o alcance pleno dos objetivos e metas propostas. "Uma das principais tecnologias implantadas no projeto, já destacada pelos agricultores, foi a produção de mudas com o uso de substrato produzido na propriedade", adianta a pesquisadora.

Um diagnóstico participativo, realizado no início do projeto em 2005, apontou que nos últimos 40 anos, cerca de 70 famílias viviam do cultivo da erva-doce em consórcio com o feijão. Os produtores chegavam a usar adubação química para o controle de pragas, o que acarretava alto índice de intoxicação dos agricultores. O resultado era um produto com resíduos de agrotóxicos que alterava o aroma, além de ser prejudicial ao consumo.

Ao longo de 2006, os trabalhos consistiram em ações para reverter este quadro e apresentar uma alternativa de produção de erva-doce sem agrotóxico e sem adubação química. Foram instaladas duas unidades de experimentação participativa em propriedades de agricultores dos povoados de Paracatu do Meio e Coração de Maria. Nestas unidades foram implantadas, de forma participativa, técnicas da produção de mudas de erva-doce em bandejas de isopor em um ambiente telado. Além de princípios da agroecologia, como aumento da biodiversidade, uso de barreiras de vento (com maracujá e mamão), de cobertura morta e adubação verde.

Fonte: Embrapa