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Projeto Dom Távora já investiu R$ 4,94 milhões em Sergipe

Já foram atendidas 16 comunidades rurais de oito municípios sergipanos. Os planos de negócios envolvem as atividades de ovinocultura, ovinocaprinocultura, piscicultura, cultivo de arroz orgânico, apicultura, fábrica de ração alternativa e atividades de agroecologia com produção de sementes e cultivo de hortaliças
28 de Dezembro de 2016 | 09:51

O Governo do Estado de Sergipe investiu R$ 4,94 milhões em planos de investimentos produtivos em 16 comunidades rurais de oito municípios sergipanos. Os recursos são oriundos de acordo de cooperação com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), por meio do projeto Dom Távora, com objetivo de contribuir para o desenvolvimento de atividades que garantam segurança alimentar e permitam a inclusão pelo trabalho e pela renda de maneira sustentável. O Dom Távora é executado pela secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) com apoio técnico da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro).
 
Os recursos aplicados já permitiram a realização de uma diversidade de atividades produtivas, entre elas: bovinocultura, ovinocaprinocultura, piscicultura, cultivo de arroz orgânico, apicultura, fábrica de ração alternativa e atividades de agroecologia com produção de sementes e cultivo de hortaliças. Segundo o secretário de estado da Agricultura, Esmeraldo Leal, essa diversificação de projetos é possível devido à estratégia de apoiar negócios produtivos que já existem e que fazem parte do cotidiano das comunidades.
 
“O Dom Távora está fortalecendo as ações produtivas que fazem parte da rotina das comunidades de maneira coletiva, mas que precisam ser ampliadas para que se tornem negócios lucrativos, aumentando, efetivamente, a renda familiar e melhorando o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) das populações atendidas, a exemplo da piscicultura no Baixo São Francisco, a ovinocultura ou caprinocultura no Agreste, ou ainda como a apicultura e fábrica de ração no Centro Sul”, explicou.
 
O Governador Jackson Barreto tem ido pessoalmente autorizar a liberação dos recursos para as associações comunitárias que já apresentaram projetos e estão com a documentação apta para receber os investimentos, como aconteceu nos municípios Neópolis, Graccho Cardoso, Carira, Simão Dias, Poço Verde, Pacatuba, Ilha das Flores, Santana do São Francisco, que representa oito dos quinze municípios da área de atuação do Dom Távora.
 
Para o governador Jackson Barreto, a importância do Projeto é ainda maior diante da atual situação de estiagem. “Sinto que chegamos em uma hora muito dramática. A seca está muito forte, devastando lavouras e criando problemas para os pequenos produtores. Mas, por meio desse Projeto, nós estamos conseguindo facilitar vida dessas pessoas, que estão inseridas nessa triste realidade. O nosso papel é o de promover desenvolvimento com sustentabilidade e, ao mesmo tempo, segurar o homem do campo em sua própria terra, possibilitando uma maior geração de renda para eles e esperança de dias melhores. É esse tipo de obra, que não tem paredes ou placas de inauguração, que fica por mais tempo na história de um povo, porque o que é erguido fica eternizado nas mentes e corações de cada uma dessas famílias”, declarou o governador ao assinar os convênios em Carira dia 5 de dezembro.
 
Beneficiários
 
Wilson Ferreira, presidente da Associação Familiar Luís Carlos Prestes, Assentamento Luiz Carlos Prestes, contemplado com investimentos para implantação de um projeto de bovinocultura estimulou a participação de outras associações. “Tudo foi bastante proveitoso. O governador firmou compromissos importantes com nossas comunidades e ele sempre será bem-vindo aqui em Carira, pois está fazendo uma grande administração. Para nós, o projeto é de uma grandeza enorme, e vamos trabalhar para que possamos conquistar ainda mais. Já estamos pensando em outro projeto que envolve abastecimento de água, e tenho certeza que o Governo do Estado será nosso grande aliado nessa luta. Por isso, eu digo a todos que têm associação que se regularizem para também receber essa ajuda, pois ela é muito importante para desenvolver um trabalho de qualidade”, afirmou. 
 
José Hamilton de Araújo, 55, é o presidente da Associação Carlos Lamarca em Simão Dias, contemplado com fábrica de ração alternativa. Ele destaca que, o plano de negócios é de grande importância, pois é possível reaproveitar as matérias-primas do campo e evitar perdê-las por causa da seca. “Além disso, poderemos incluir mulheres e jovens no projeto, e proporcionar que haja produção durante todo o ano, ao contrário do que acontece atualmente. O Dom Távora oportuniza que nossa renda seja incrementada. Vamos transformar a palma em ração e vender o excedente. Enquanto conseguimos tirar hoje um valor abaixo do salário mínimo, a previsão é que futuramente o valor aumente. Por isso tudo, estou muito feliz”, destacou.
 
“Hoje nós temos nossos rios que não são capazes de dar o sustento para a comunidade. Criamos esse projeto para termos sustento para as famílias. Essa é uma iniciativa muito boa, a gente vinha lutando por isso e agora graças ao governo de Jackson pudemos ter essa oportunidade, já demos início, cavamos os poços, estamos preparados para receber os alevinos e a ração. Com isso, temos esperança de um futuro melhor”, disse o presidente da Associação dos Pescadores e Agricultores do Assentamento Santana dos Frades, em Pacatuba, Francisco Santos.
 
Para o presidente da Associação dos Pescadores de Ilha das Flores, José Cornélio, a assinatura dos investimentos representa uma grande vitória para os pequenos produtores e para o município. “Esse projeto, graças a Deus, agora é realidade. Nosso pedido foi atendido. A melhor coisa que vai acontecer, a partir dessa iniciativa, é que as melhorias serão para toda a população, e não apenas para o pescador. Esse plano é maravilhoso para nosso município”.
 
A opinião também foi reforçada pela pescadora Mônica dos Santos. “Achei ótimo o governador trazer esses planos de negócio para Ilha das Flores. Se continuar assim, vai ser bom demais. Meu pai tem lote, eu e meu esposo somos pescadores, e esses projetos nos ajudarão a gerar mais renda para o município. Estou feliz. Não esperava por essa novidade”.
 
O Baixo São Francisco
 
“O projeto inicial do Dom Távora não abrangia o Baixo São Francisco e nós trabalhamos para inserir essa região, que tem uma grande potencialidade econômica e turística. Eu pessoalmente discuti, na época, e disse que não comandaria o programa se o Baixo São Francisco não fosse incluído”, afirmou o governador Jackson Barreto, dia 16 de dezembro, durante visita ao Assentamento Santana dos Frades, em Pacatuba, ao visitar o projeto de piscicultura que está sendo implementado no assentamento Santana dos Frades, com investimento de R$ 468.268,00 dentro do Projeto Dom Távora. Hoje o Projeto contempla sete municípios do Baixo São Francisco e quatro deles já receberam recursos.
 
De acordo com o governador, investir no Baixo São Francisco sempre foi prioridade, por conta do baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região. “Queremos estimular os produtores, as associações de produtores de arroz, peixes e artesanato para que produzam mais, com mais qualidade, assim vamos melhorar a renda dessas famílias. Essas ações chegam num momento difícil para o agricultor, que enfrenta uma das piores secas do Nordeste. O partido do Dom Távora é o povo pobre”, acrescentou Jackson. 
 
A participação da comunidade

O coordenador do Projeto do Távora, Delmo Naziazeno, destaca o caráter participativo das comunidades. “Todos os beneficiários participam de todo o processo desde a elaboração do Plano de Negócio com a equipe técnica, da licitação para aquisição dos produtos ou equipamentos, fiscalização e toda a gestão do empreendimento. Vale destacar também que o Projeto está voltado para comunidade que estejam organizadas em associações, comunidades quilombolas ou assentamentos rurais e que tenham, no mínimo, 30 % dos beneficiários formada por mulheres e jovens rurais”, destacou Delmo.

Ele explicou ainda que o Projeto ainda está recebendo demandas das comunidades. Para isso, basta que as famílias em grupo de no mínimo sete participantes através de uma Associação ou Cooperativa, apresentem à coordenação do Projeto na Seagri proposta para planos associativos que envolvam a agropecuária ou planos para produtos não agrícolas, como o artesanato e o turismo rural, até o limite de R$ 5.750,00 por família.
 

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