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Seagri e Banco do Nordeste dialogam sobre custeio para safra 2018

O objetivo é adotar uma medida emergencial para financiar a safra, até que se realize novo zoneamento para a citricultura
30 de Maio de 2018 | 13:26

Pequenos e médios produtores de laranja e maracujá não estão conseguindo custeio para a safra 2018. O motivo é que o zoneamento destas culturas agrícolas feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) está vencido desde final do ano passado. A dificuldade levou a secretária de Estado da Agricultura, Rose Rodrigues, a realizar reunião, nesta terça-feira (29), com o superintendente do Banco do Nordeste, Antônio César de Santana, com objetivo de encontrar uma medida emergencial para financiar a safra até que se realize novo zoneamento para a citricultura.

O zoneamento é uma espécie de estudo que justifica a viabilidade técnica ou gestão de risco, de qualquer cultivo, numa determinada região. Nele são analisados os parâmetros de clima, solo e ciclos de cultivares. O trabalho é feito a partir de uma metodologia validada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por solicitação do Ministério da Agricultura. Geralmente este estudo é utilizado como critério das instituições financeiras para custear safras.

“Uma possível saída é a instituição financeira aceitar a certificação de laudo técnico por município, emitido pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuária de Sergipe (Emdagro)”, disse o diretor técnico da empresa, Gismário Nobre. Segundo ele, a sugestão foi dada via e-mail pela própria Secretaria Especial da Agricultura do Governo Federal.

Presente na reunião, o técnico em Agropecuária, Fábio Garcia, disse que milhares de produtores podem ficar prejudicados com a falta de custeio. A informação do Banco do Nordeste é de que já estão em análise cerca de 700 operações financeiras, e este número pode crescer nos meses de junho e julho, período de safra para a região.

A secretária Rose Rodrigues apelou para o apoio do Banco, que tem sido parceiro importante para o fortalecimento da agropecuária sergipana. Rose solicitou que a instituição analisasse a possibilidade de aceitar o laudo da Emdagro como saída emergencial.

Como encaminhamento, o superintendente Antônio César vai consultar o Ministério da Agricultura, a resolução nacional da própria instituição bancária e verificar como o problema está sendo tratado em outros estados do Nordeste. César garantiu uma resposta ainda esta semana.

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