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Belivaldo pede ampliação do Projeto Dom Távora em Sergipe

Ao ser informado pelo oficial do FIDA que o projeto ainda dispõe de R$ 11 milhões para serem investidos, o governador solicitou a ampliação do Dom Távora para os municípios de Poço Redondo e Nossa Senhora da Glória, com o intuito de atender os pequenos agricultores que estão sofrendo com a estiagem prolongada
04 de Fevereiro de 2019 | 17:23

O governador Belivaldo Chagas recebeu, nesta segunda-feira (04), no Palácio de Despachos, a missão do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) que está acompanhando os resultados do Projeto de Desenvolvimento de Negócios para Pequenos Produtores (Dom Távora) em Sergipe. Na ocasião, o governador foi informado pelo oficial do Programa para o País Divisão da América Latina e Caribe, Leonardo Bichara Rocha, que os projetos sergipanos estão apresentando bons resultados, o que levou o Fundo Internacional a convidar o governo a firmar novas parcerias. A vice-governadora Eliane Aquino também participou do encontro.

O governador agradeceu a parceria com o FIDA, organismo das Nações Unidas para financiamento de projetos em regiões carentes, e avisou que, em breve, estará visitando os projetos do Dom Távora que estão em execução em Sergipe. Ele quer verificar os resultados até agora obtidos e fazer uma avaliação daquilo que deu certo e corrigir os eventuais erros encontrados.

Com a preocupação de consolidar os projetos que deram certo no estado, Belivaldo Chagas pediu, ainda, a prorrogação do prazo de conclusão dos projetos. “É preciso expandir o prazo para que os agricultores possam executar aqueles projetos que ainda estão em andamento e, com isso, consolidarmos os objetivos”, ressaltou.

Ao ser informado pelo oficial do FIDA que o projeto ainda dispõe de R$ 11 milhões para serem investidos, o governador solicitou a ampliação do Dom Távora para os municípios de Poço Redondo e Nossa Senhora da Glória, com o intuito de atender os pequenos agricultores que estão sofrendo com a estiagem prolongada.

Leonardo Bichara disse que é possível atender a demanda do governador e informou que o Dom Távora teve um arranque significativo nos seus resultados nos últimos 12 meses, tanto na sua execução física como na capacitação de pessoal.

O governador também mostrou interesse em fazer nova parceria com o FIDA, ao ser comunicado sobre o financiamento de projetos voltados para o semiárido nordestino, através do GCF (Fundo Verde do Clima) e o BNDES. O GCG é um banco multilateral para projetos na área da mudança climática. De acordo com Leonardo Bichara, serão realizados cofinanciamentos com recursos do FIDA e GCF exclusivamente para o semiárido nordestino.

Segundo o Leonardo Bichara, são mais de 5 mil famílias beneficiárias com projetos produtivos, chamados de Planos de Negócios. “Temos também uma grande equipe de capacitação no campo trabalhando no acompanhamento do desenvolvimento de capacidades. Vai ser um momento também de acompanhamento deste trabalho”, acrescentou o oficial do FIDA.

Pela manhã, os representantes do FIDA foram recebidos na sede da Secretaria de Estado da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Pesca do Estado de Sergipe (Seagri). Durante o encontro, foi apresentada uma visão geral do desempenho do Projeto por parte do coordenador Geral do Projeto, Gismário Nobre, além de apresentações específicas dos investimentos nas principais cadeias produtivas, como caprinocultura, avicultura, piscicultura - além do desempenho da gestão ambiental.

O coordenador geral do Projeto Dom Távora avalia que esse primeiro encontro entre a equipe técnica do Projeto e os consultores do FIDA foi bastante positivo. “Hoje estamos numa situação muito confortável em relação à última visita da missão, realizada junho de 2018. Nós avançamos 31% de execução financeira em sete meses de projeto. Alcançamos 133 projetos financiados, que estão permitindo beneficiar 5.291 famílias - ou seja, 85% da meta prevista”.

Gismário também destacou que, nos últimos sete meses, o projeto superou um gargalo muito grande em relação às licenças ambientais dos projetos. “A falta da licença ambiental poderia inviabilizar a maioria dos projetos, mas contratamos uma especialista neste assunto, por meio do PNUD, para orientar os projetos comunitários quanto à legislação. Também realizamos várias reuniões de entendimento com os órgãos ambientais explicando a sua natureza social. Hoje, já estamos com 120 projetos com licenças ambientais liberadas”, avaliou Gismário.

Vista de campo

Em paralelo aos trabalhos realizados na sede da Seagri entre as equipes do Fida e do Projeto Dom Távora, outro grupo com quatro técnicos locais acompanhou o coordenador técnico do FIDA, Emmanuel Bayle, em visita a projetos realizados em três municípios do Baixo São Francisco: Japoatã, Ilha das Flores e Brejo Grande.

Dom Távora

O Dom Távora é desenvolvido em 15 municípios sergipanos, atendendo a 5.291 famílias de pequenos agricultores com aplicação de recursos de mais de R$ 41 milhões. O investimento total previsto para o Dom Távora é de US$ 28 milhões, sendo a contrapartida estadual de US$ 12,6 milhões.

O acordo de financiamento celebrado entre o FIDA e o Governo de Sergipe, destinado à realização do Dom Távora, tem como meta desenvolver políticas públicas voltadas para a redução da pobreza rural mediante apoio aos pequenos produtores na execução de negócios agropecuários e não agropecuários, que contribuam para a segurança alimentar e permitam a inclusão pelo trabalho e pela renda de maneira sustentável.

Estão em execução nos 15 municípios sergipanos, 133 planos de negócios, financiados com recursos na ordem de R$ 41.468.635,45.  O Dom Távora já atingiu 69,27% da sua meta, que é de executar 192 planos de negócios, destinados a 6.200 famílias. O programa está sob a responsabilidade da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e Pesca.

Projetado para ser executado entre agosto de 2013 a setembro de 2019, o Dom Távora foi distribuído em quatro territórios: Agreste Central, Centro-Sul, Baixo São Francisco e Médio Sertão Sergipano. Compreendem esses territórios os municípios de Aquidabã, Brejo Grande, Canhoba, Carira, Gracho Cardoso, Ilha das Flores, Japoatã, Neópolis, Nossa Senhora Aparecida, Pacatuba, Pinhão, Poço Verde, Santana do São Francisco, Simão Dias e Tobias Barreto.

Dentre as determinações do projeto, dos 192 planos de investimentos agrícolas e não agrícolas a serem financiados, 60 terão que ser inovadores. Também é fator determinante, capacitar 900 produtores para atuarem como agentes de negócios, considerando que 50% deles sejam jovens e mulheres; e capacitar 200 técnicos de organismos públicos e privados de ATER em cursos de especialização Latu Sensu, cuja temática seja Gestão de Negócios Rurais para Pequenos Produtores.

 

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