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Terceira fase da Reforma da Catedral Metropolitana está em processo de análise no Sistema de convênios

Alguns dos serviços em andamento atualmente são a restauração das esquadrias de madeira e metálicas, a restauração dos elementos arquitetônicos característicos das fachadas, a recuperação do revestimento das paredes do pavimento superior e a recuperação do piso do pavimento superior, composto de assoalho de madeira
21 de Dezembro de 2017 | 08:36
A obra da Catedral Metropolitana, que é dividida em três etapas, está em processo de análise da terceira fase no Sistema de convênios (Sicov) para posteriormente ser deflagrado o processo licitatório. Para a primeira etapa, o valor destinado é de R$ 1.199.051,99. A segunda recebe recursos na ordem de R$1.636.712,17.
 
Com mais de um século de história, a Catedral é, além de um monumento de manifestação de fé, uma manifestação histórica e um património ofertado a todo Sergipe. É justamente por fazer parte da identidade cultural do estado que nasce a importância de preservar a construção para as futuras gerações sergipanas. Consciente desta importância, o governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura e do Desenvolvimento Urbano (Seinfra) está reformando a construção, localizada no coração da Praça Olímpio Campos, no centro de Aracaju.
 
A revitalização do templo religioso está sendo feita com investimentos provenientes do Governo Federal, por meio de emendas propostas por parlamentares sergipanos e através de convênio firmado entre a Seinfra e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
 
A obra
 
A 1ª etapa da reforma consiste em: restauração da cobertura (Serviço concluído); Revestimento e pintura das fachadas (Serviço em andamento); Instalações elétricas (Serviço em Andamento) e instalações de Sistema de Proteção contra descargas atmosféricas (Serviço em andamento).
 
Já os serviços da 2ª etapa são: restauração das esquadrias de madeira e metálicas (Serviço em andamento); Restauração dos elementos arquitetônicos característicos das fachadas (Serviço em andamento); Recuperação do revestimento das paredes do pavimento superior (Serviço em andamento); Recuperação do piso do pavimento superior, composto de assoalho de madeira (Serviço em andamento) Recuperação estrutural da torre sineira (Serviço em andamento); Grampeamento estrutural das fissuras; Serviços de contenção de umidade (interno e externo) (Serviço em andamento); Substituição do piso do pavimento térreo (Mármore Arabescato escuro); Substituição do revestimento em granito das paredes e dos pilares do pavimento térreo; Reforma dos banheiros; Reconstrução da pavimentação externa (concreto e escadaria em pedra Lagoa Santa); Instalação de guarda corpo em aço inox; Restauração dos pináculos e substituição da escada em madeira existente na torre esquerda. A 3ª etapa compreende basicamente serviços de proteção e de combate ao incêndio e serviços para acessibilidade.
 
A engenheira que está à frente da obra, Barbara Costa Saturnino, frisou também a importância da conservação das obras de arte contidas na Catedral, como as pinturas de Horácio Hora. “Há os serviços de proteção dos elementos artísticos, em que, quando há alguma intervenção nas proximidades de qualquer elemento artístico, é utilizado folhas de madeirite, lona plástica e espuma para proteção dos mesmos”, pontuou a engenheira.
 
 
Valor histórico e cultural
 
De acordo com Valmor Barbosa, a reforma é mais um dos compromissos assumidos e cumpridos pelo Executivo Estadual. “O governador Jackson Barreto há muito tempo vem batalhando para conseguir recursos para a revitalização da catedral, que, sem dúvida, é um marco da cultura e da identidade sergipana e um dos mais importantes e visitados cartões-postais de Aracaju. Uma vez revitalizada, a obra se integrará às ações de restauração e preservação dos patrimônios históricos localizados no centro da capital, a exemplo do restaurante Cacique Chá, situado há poucos metros do templo, bem como do Centro de Turismo, que também está sendo revitalizado pelo Governo do Estado”, ressalta o secretário Estadual da Infraestrutura.
 
Também diligente na reforma está a Cúria Metropolitana da Arquidiocese de Aracaju. Edmilson Brito, representante da assessoria de comunicação da Cúria, reforça a importância da obra para a instituição. “É importante preservar este patrimônio que é nosso, da igreja, mas também como um patrimônio da cidade de Aracaju e do Estado de Sergipe. A catedral não é apenas um símbolo religioso, é também cultural”, reforça Edmilson Brito.
 
A Cúria tem acompanhado todo o processo de reforma de perto, participando das devidas emendas e preparações. “A responsabilidade da obra é do Estado, mas a igreja acompanha, porque é uma parceria, estamos juntos para resolver todos os problemas”, completa o assessor Edmilson Brito.
 
O professor e pesquisador Ronaldo Nunes reconhece e enfatiza a importância da obra. “Uma das marcas/rastros da humanidade é sua arquitetura, nesse sentido destacamos a reforma da Catedral, não somente por ser um templo, espaço de fé para muitos sergipanos, mas também como um exemplo material da criatividade, inventividade e arte humana, o que aumenta a importância no esforço para sua preservação. As marcas deixadas pelo homem devem ser preservadas para nos ajudar a repensar nossas ações de ontem, vivenciar melhor as de hoje e planejar as de amanhã com mais segurança”, ressalta o professor.
 
Por ser parte tão proeminente da paisagem aracajuana, a Catedral fez e faz parte das vivências de muitos cidadãos, o que ressalva ainda mais a importância de conservar este bem histórico. Carine Mangueira, professora de história e amante da cultura Sergipana, carrega boas lembranças relacionadas a igreja. “Tenho uma relação bem pessoal com a construção porque a frequentei a praça onde ela está inserida na minha infância. Os meus fins de semana foram passados lá, com a minha tia – avó. Por isso, estou bastante feliz com a reforma”, relata Carine.
 
Os feirantes da praça Olímpio Campos, localizada em frente à Catedral, também se sentem agraciados com a reforma. Geraldo Martinez de Melo, 53 anos, vendedor de artesanato e variedades, dá boas vindas a reparação. “Estava precisando mesmo, e fico muito satisfeito, já que é uma estrutura tão importante”, frisa Geraldo. O comerciante também reconhece o benefício que a obra traz para a feirinha, que atrairá mais gente devido a reforma. Geraldo chama atenção, todavia, para a necessidade de bancos na praça. “Os turistas chegam cansados da caminhada, porém não acham lugar para sentar. É uma reclamação constante deles”, relata o feirante.
 
História
 
A Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição foi construída em 1862, porém sua inauguração só veio a se concretizar em 22 de dezembro de 1875. No dia três de janeiro de 1910, tornou-se a Catedral Metropolitana de Aracaju. A obra é a principal igreja de Aracaju estando localizada na Praça Olímpio Campos, no Centro Histórico de Aracaju, rodeada pelo Parque Teófilo Dantas. O edifício conta com um estilo neo-gótico é considerado um dos mais belos pontos turísticos de Aracaju, sendo referencial da fé da gente aracajuana.
 
Em 28 de janeiro de 1985, Catedral foi tombada pelo decreto de número 6819, se tornando, oficialmente, Patrimônio Histórico Estadual. Ela também é palco de grandes manifestações artísticas e culturais, servindo de espaço para apresentações da Orquestra Sinfônica de Sergipe e outros grupos musicais. Além disso, A igreja também conserva as obras do artista sergipano Horácio Hora.
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