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Restauração interna foi concluída e recuperação da fachada corrigirá ação do tempo
Quando decidiu investir na restauração do prédio do Palácio Olímpio Campos, um dos principais objetivos do Governo do Estado era preservar as características originais da época em que ele foi erguido. Inaugurado em 1863 e tombado por decreto estadual em 1985, o local funcionou como sede do Governo até 1995, quando as tarefas da administração foram transferidas para o Palácio dos Despachos, na avenida Adélia Franco. Desde então, uma série de reformas foram realizadas, porém insuficientes para garantir a conservação do prédio histórico.
Após mais de dois anos de um minuncioso e intenso trabalho, as obras de restauração estão bastante adiantadas. Toda a parte interna já foi devidamente recuperada, restando apenas as atividades na faixa externa do prédio. O local, que nunca havia recebido uma atenção especial por parte dos outros Governos, está sendo cuidado através de uma técnica inovadora.
Todas as camadas de tinta aplicadas sobre a fachada estão sendo removidas, com a pretensão de garantir o acesso ao reboco original do prédio. Com a medida, os técnicos buscam corrigir as fissuras e estragos causados pela ação do tempo e pela falta de preservação, que até então estavam encobertos pela tinta. Terminada essa etapa, os responsáveis pela obra aplicam sobre as paredes a cor original da época em que o prédio foi construído.
Apesar de parecer um trabalho bastante simples, o coordenador de restauro do Palácio Olímpio Campos, Marcos Vinícius Freitas, explica que ele nunca havia sido realizado desde a época em que o local foi construído. “Durante várias décadas, foram aplicadas apenas camadas de tinta para encobrir os eventuais problemas que apareciam. Há locais que receberam 13 pinturas, o que causou a perda das características originais do prédio, além não corrigir os dados causados”.
Para Marcos Vinícius, os serviços realizados anteriormente apenas davam ao Palácio uma falsa imagem de conservação. “A impressão que as pessoas tinham era que o prédio precisava apenas de uma nova pintura. Ao retirar as camadas de tinta, percebemos que as ferragens tinham sofrido um forte processo de decomposição. Foi preciso tratá-las com a aplicação de um produto, conservando a sua firmeza e colocando fim à oxidação”, salienta.
Preservação
Um dos objetivos em adotar tal técnica está na preocupação em preservar os serviços realizados na parte interna do Olímpio Campos. De acordo com o coordenador de restauro, caso a iniciativa não fosse colocada em prática, em apenas dois anos já seria possível presenciar danos no interior do prédio.
Buscando garantir a rápida execução dos serviços, uma equipe de 20 pessoas composta por restauradores, auxiliares de restauro, pedreiros, serventes de pedreiro e gesseiros trabalham diariamente no local. Finalizada a obra, o Governo pretende transformar o Palácio em um museu que conte a história de Sergipe no período republicano.
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