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Dilma Rousseff garante a Déda os recursos para as obras do Aeroporto de Aracaju

Serão R$ 332 milhões de investimentos para ampliar e reformar o aeroporto da capital, sendo R$ 86 milhões do Governo de Sergipe
25 de Maio de 2011 | 15:08

* Matéria atualizada às 20h45 desta quarta-feira, 25/05.

A reforma e a ampliação do Aeroporto de Aracaju estão asseguradas. Estas foram as mais importantes decisões da reunião desta quarta, 25, entre a presidenta Dilma Rousseff e o governador Marcelo Déda, em Brasília. "Uma audiência excelente. Não há outra definição para os resultados da conversa de mais de uma hora que mantive com a presidenta Dilma Rousseff", comemorou o governador, depois de ouvir da mandatária a garantia do governo federal ao investimento.

Com seu estilo objetivo, já conhecido desde quando chefiava a Casa Civil no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda durante a audiência Dilma Rousseff convocou o presidente da Infraero, Antonio Gustavo Matos do Vale, ao Palácio do Planalto. Numa segunda reunião, presidida desta vez pelo ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, Déda teve a confirmação de que o cronograma dos convênios já assinados por Sergipe será cumprido.

BNDES

A obra, de R$ 332 milhões, sendo R$ 86 milhões dos cofres estaduais, prevê a ampliação da pista de pouso e decolagem, além da construção de um novo terminal de passageiros e do novo pátio de estacionamento de aeronaves. De acordo com o governador, é possível que as obras sejam iniciadas ainda em 2012.

Paralelamente à garantia das obras no aeroporto, Déda busca a conclusão do contrato de empréstimo com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), já aprovado pela diretoria daquela instituição e aguardando o parecer da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). No valor de R$ 50 milhões, o empréstimo destina-se ao anel viário do aeroporto, numa obra que vai "significar um novo eixo de mobilidade urbana para a capital de Sergipe".

Canal de Xingó

Com a mesma dedicação e objetividade, a presidenta encaminhou o pleito referente ao Canal de Xingó, projeto de irrigação que beneficiará a população da região do semiárido, a mais carente do estado. Depois de ouvir a explanação do governador, Rousseff estabeleceu que, em 30 dias, presidirá pessoalmente reunião envolvendo o governo do estado e os entes federais responsáveis pelo projeto.

Até lá, a mandatária determinou que sejam concluídos os estudos preliminares da Codevasf (Companhia do Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e do Ministério da Integração Nacional. O estudo, antecipou o governador, deverá detalhar as seis fases de execução da obra, sendo que três delas a serem concluídas até 2014.

No encontro, Déda explicou a presidenta que "este é um projeto estruturante, indispensável ao desenvolvimento do semiário sergipano e vital para combater a miséria e levar oportunidades econômicas para as populações sertanejas". Com sua defesa do projeto, o governador pretende garantir a inclusão do Canal de Xingó no PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento).

Projeto Carnalita

O governador também pediu à mandatária que intercedesse diante do conflito entre a Petrobras e a Vale do Rio Doce, que impede a execução do Projeto Carnalita (exploração de potássio para a produção de fertilizantes). As duas gigantes divergem a respeito da extensão das jazidas de cloreto de potássio, matéria-prima a ser extraída do solo sergipano.

Rousseff reafirmou que, diante da dependência da agricultura brasileira em relação à importação de fertilizantes, a extração de potássio é "meta estratégica do governo brasileiro. Por isto, de acordo com a presidenta, a agilização do Projeto Carnalita atende o interesse nacional, deste que é o maior investimento da história econômica de Sergipe", destacou Déda. Com sua implantação, a Petrobras passará a fornecer a Vale 1.400 metros cúbicos de gás por dia através da Sergipe Gás (Sergás).

"Apenas este contrato elevará a Sergás do último para o segundo lugar no ranking das empresas produtoras de gás nordestinas. Além disto, este projeto consolidará a cadeia produtiva de fertilizantes hoje instalada em Sergipe", concluiu Déda. Os investimentos do Projeto Carnalita giram em torno de U$ 1 bilhão.

Na mesma audiência, Rousseff e Déda trataram da duplicação da BR-235, das implantações da BR-349 e da Zona de Processamento de Exportações (ZPE) de Barra dos Coqueiros, da produção de petróleo no estado, entre outros temas. "Saí muito satisfeito da audiência", resumiu Déda. "Encontrei na presidente uma parceira solidária com o progresso de Sergipe e com o bem-estar do nosso povo".

Participaram da reunião o secretário de Planejamento, José de Oliveira Júnior, e o representante de Sergipe em Brasília, Pedro Lopes. Os ministros da Casa Civil, Antonio Palocci, e das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, assessoram a presidenta.