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Déda obtém recursos para o Hospital do Câncer e o Centro de Reabilitação de Pessoas com Deficiência

Em audiência com o ministro da Saúde, governador assegura a liberação dos recursos, provenientes de emendas da bancada federal de Sergipe
26 de Outubro de 2011 | 13:02

O governador Marcelo Déda obteve do ministro Alexandra Padilha, da Saúde, a garantia de liberação de recursos para a construção do Hospital do Câncer e do Centro de Reabilitação de Pessoas com Deficiência. Na audiência, nesta quarta-feira, 26, em Brasília, Padilha confirmou a liberação dos recursos de R$ 18,6 e R$ 14,6 milhões, respectivamente, provenientes de emendas coletivas da bancada federal de Sergipe no Orçamento da União.

"É um salto de qualidade nas políticas sociais de Sergipe, desta vez na saúde", comemorou Déda, que agradeceu ao senador Eduardo Amorim, autor inicial da emenda parlamentar do Hospital do Câncer. O vice-governador Jackson Barreto, então deputado, foi o primeiro signatário da emenda do Centro. "O governo federal transformou-se em parceiro desta iniciativa", disse o governador.

Desde 2007, o governador Marcelo Déda já listava para o Ministério da Saúde uma série de investimentos estratégicos que seriam desenvolvidos ao longo de sua administração, dentre elas estavam programadas a construção do Hospital do Câncer. A nova unidade começou a ser planejada pelo Governo do Estado na gestão do ex-secretário de Saúde Rogério Carvalho.

O ministro da Saúde da época era José Gomes Temporão, que em 15 de julho de 2010 recebeu do governador a formalização do pedido de apoio do Governo Federal à construção. Agora, com o anúncio da liberação dos recursos, a luta do governador Marcelo Déda pelo Hospital do câncer começa a se tornar realidade.

Apoio federal

A obra, orçada em R$ 60 milhões, de acordo com o secretário de Saúde, Antônio Carlos Guimarães, será erguida em três etapas e tem o apoio da presidenta Dilma Rousseff e o empenho do ministro Padilha, que garantiu seu compromisso na busca da complementação dos recursos.

Os pacientes com câncer hoje, em Sergipe, são assistidos por uma unidade que funciona dentro do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Por isto, disse o governador, "percebemos que precisávamos de hospital específico. Agora, o Ministério da Saúde entra como parceiro, com o apoio tanto do ministro Padilha, quanto da presidenta Dilma".

Centro de Reabilitação

A outra conquista do governador, o Centro de Reabilitação, foi promessa anunciada durante a posse para seu segundo mandato. O projeto, liderado pela primeira-dama e secretária de Inclusão Social, Eliane Aquino, atende uma "imensa necessidade de oferecer assistência às famílias com crianças e adolescentes portadores de deficiência, sobretudo cognitiva", disse Déda.

"A ausência deixa desassistidas milhares de crianças, muitas vezes com potencial capaz de permitir a sua inclusão plena na sociedade e o alargamento das suas autonomias", diagnosticou Déda. Sem o Centro de Reabilitação, que atenderá crianças e adolescentes, estes pacientes dispõem hoje apenas da rede privada onde busca suporte e apoio especializado. "Nossa intenção é que aquelas que não têm como arcar com as despesas tenham um centro de excelência voltado para estas crianças e adolescentes”, destacou o governador.

De acordo com o secretário de Saúde, o Centro será um "equipamento de política pública transversal (saúde e assistência)". Atendendo a múltiplas deficiências, sobretudo as cognitivas, e oferecerá ainda diagnóstico precoce e prevenção de deficiências.

150 leitos

Na avaliação de Antônio Guimarães, são duas grandes conquistas para o cidadão sergipano. “Por isto, é preciso valorizar este compromisso feito pelo governador, pelo ministro e pela presidenta. O Ministério da Saúde mostra que tem buscado atender as necessidades da população".

Integrante da política de estado de atenção à saúde, o Hospital do Câncer contará com 150 leitos, duas UTIs (para 10 adultos e 10 crianças), centro cirúrgico com quatro salas, ambulatório, setor de quimioterapia (um para adultos, outro para crianças), pequeno pronto socorro, setor de diagnose (patologia clínica), setor de imagem (tomografia, ressonância etc.), setor de radioterapia, setor de braquiterapia e setor para ematologia.

O secretário informou, ainda, que será possível a realização de transplante de medula óssea. Além disso, o hospital prevê a residência médica e a formação profissional. Contíguo ao Huse, o novo hospital compartilhará o setor de serviços com aquela unidade de saúde, reduzindo, assim, o custo dos investimentos.

Na audiência, o governador foi acompanhado pelo secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Oliveira Júnior, e pelo representante de Sergipe em Brasília, Pedro Lopes.