Aracaju, 11 de Novembro de 2011| 17:30

Secretário debate com empresários do setor têxtil reivindicações para fortalecer segmento

Representantes de grandes empresas locais buscam uma política industrial mais equilibrada, onde as indústrias mais antigas no mercado recebam os mesmos benefícios que as mais novas

Empresários do setor têxtil estiveram reunidos na manhã desta sexta-feira, dia 11, com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Zeca da Silva, a fim de solicitar apoio do Governo do Estado para continuarem investindo em Sergipe. Representantes de grandes empresas locais, a exemplo do grupo Constâncio Vieira, Sergipe Industrial e Peixoto Gonçalves, entre outras, buscam uma política industrial mais equilibrada, onde as indústrias mais antigas no mercado recebam os mesmos benefícios que as mais novas.

Zeca da Silva determinou à equipe da secretaria a realização de estudos no sentido de analisar as reivindicações e a viabilidade delas. “Nossa atuação, seja qual for o segmento, é de ouvir os reclames e abrirmos um campo amplo de discussões. Inclusive já estamos encaminhando os representantes do segmento têxtil sergipano para uma rodada de debates junto à Secretaria da Fazenda. Vamos evoluir no detalhamento desse tema e, assim, buscarmos soluções que contemplem as solicitações, sem que isso prejudique de alguma forma o Estado”, avaliou Zeca.

“O setor têxtil vem atravessando uma crise há algum tempo. A concorrência desleal com produtos importados, a retração no mercado de consumo e o alto preço da matéria prima evidenciam o problema”, destaca o diretor superintendente da Peixoto Gonçalves S/A, Renato Dalles, ao observar que os empresários vieram pleitear uma continuação dos incentivos para que haja uma maior competitividade no mercado e eles possam continuar gerando empregos e renda no Estado. A empresa atua em Sergipe há mais de 100 anos.

Para o empresário Marcos Franco, da Sergipe Industrial S/A, é importante que seja mantido o mesmo nível de competitividade com as empresas recém-chegadas ao mercado. “Por algum tempo, conseguimos junto ao Governo do Estado que o crédito presumido fosse reduzido de 5% para 3,5%, o que vigorou até junho último e o que estamos solicitando é que pelo menos esse índice seja mantido”, afirmou o industrial, ao destacar que a exemplo dos estados de Minas Gerais e Ceará, os incentivos praticados trazem mais benefícios para o setor têxtil. O empresário participou da reunião acompanhado de seu irmão e sócio, Osvaldo Franco.

“Uma coisa posso garantir desde já: as portas da nossa secretaria estão abertas, sem exceção, para debatermos os grandes temas da economia sergipana. Em relação ao setor têxtil, já estamos encaminhando os estudos. E a nossa expectativa é que possamos contribuir para que esse importante segmento possa superar esse momento difícil, causado pela situação atual do mercado, e com isso mantenha e até cresça os investimentos realizados em Sergipe nos próximos anos. Isso gera mais empregos, renda e competitividade. Enfim, com o setor têxtil forte, todos saem ganhando”, concluiu Zeca da Silva.