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Para finalizar sua temporada, a Orsse realizou na noite desta quarta-feira, 21, no Teatro Tobias Barreto (TTB), um espetáculo inédito em Sergipe: o oratório “O Messias”, de Georg Friedrich Händel
O ano de 2011 foi especial para a Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse). Artistas renomados da música clássica nacional e internacional realizaram grandes concertos em parceria com a orquestra. Por isso, para finalizar sua temporada, da mesma maneira como iniciou, em grande estilo, a Orsse realizou na noite desta quarta-feira, 21, no Teatro Tobias Barreto (TTB), um espetáculo inédito em Sergipe: o oratório “O Messias”, de Georg Friedrich Händel.
Nesta apresentação subiram ao palco o Coro Sinfônico da Orsse, os solistas Edna d’Oliveira - soprano; Paulo Mandarino - tenor; Ariadne de Oliveira - contralto e Cláudio Alexandre - baixo. A orquestra é mantida pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), com patrocínio do Instituto Banese, e apoio da Fundação Aperipê e Segrase.
Presente ao espetáculo, o governador do Estado, Marcelo Déda, ressaltou a importância da orquestra como elemento fortalecedor das políticas culturais do Estado. “Acredito que a Orsse se transformou numa das mais importantes orquestras do país e cumpre um papel extraordinário na valorização da cultura clássica, na preservação de um patrimônio, na formação de um público e na consolidação de prestígio da cultura sergipana. Uma orquestra sinfônica é um elemento que fortalece o respeito da sociedade com a política cultural de um Governo. Por isso, afirmo que um Estado que possui uma orquestra de tanta qualidade como esta é um Estado que, sem dúvidas, é merecedor de admiração do Brasil inteiro”, destacou o governador.
Para Marcelo Déda, a excelente fase pela qual a orquestra vem passando é resultado de esforço e disciplina dos músicos que compõem o grupo sinfônico. “Este espetáculo que assistimos revela a trajetória e evolução deste grande grupo. ‘O Messias’ não é uma das peças mais fáceis de ser apresentada, pois exige esforço, disciplina e capacidade no treinamento de um coral, além da participação de solistas de outros estados. Este foi um espetáculo inesquecível, regido por nosso querido maestro Guilherme Mannis”, elogiou.
A gestora de Cultura do Estado, Eloisa Galdino, também prestigiou o oratório e destacou a beleza da obra de Händel executada pela Orsse. “A temporada 2011 foi algo glorioso que não se limitou apenas ao Teatro Tobias Barreto. Nós percorremos o interior, fomos até as igrejas. Tenho convicção de que terminamos essa temporada de uma maneira belíssima com uma peça que retrata a vida e a passagem de Cristo por nosso mundo”, frisou a secretária.
Ainda segundo Eloísa, o ano de 2012 será repleto de novidades para os amantes da música clássica em Sergipe, além disso, a secretária de Cultura lembrou que no próximo ano o Governo do Estado, através da Secult, colocará em prática o projeto Orquestra Jovem. “Estamos com tudo pronto para uma temporada em 2012 ainda melhor, com a presença de grandes nomes como Wagner Tizo, e do maestro Karabtchevsky. Esperamos no primeiro trimestre lançar para a imprensa esta nova temporada. Além disso, temos uma novidade que é a Orquestra Jovem, projeto que fará com que a música clássica chegue até jovens carentes da nossa capital”, ressaltou.
‘O Messias’ e convidados
O nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo são narrados na obra mais famosa do compositor alemão Georg Friedrich Händel: ‘O Messias’. Esta é uma das peças do repertório orquestral e coral mais consensuais de toda a História da Música. Diferentemente da ópera, o oratório não faz uso de cenários, tampouco figurinos durante a apresentação. Porém, o coro e a presença de solistas são algumas das características que se assemelham à ópera.
Maestro e diretor artístico da Orsse, Guilherme Mannis explica que a obra sacra ‘O Messias’ foi escolhida devido ao clima natalino e de maior espiritualidade por parte das pessoas. “Esta é uma época em que as pessoas se voltam mais para Deus. Assim, nada mais adequado que uma obra sacra para encerrar este ciclo da Orsse. Trata-se de uma peça que reúne textos de Natal e toda a trajetória de Cristo. Além do nosso coro, tivemos a presença de quatro solistas durante a apresentação. É uma satisfação muito grande poder juntar nossos músicos com artistas de fora e com isso fazer uma grande apresentação”, acentou Mannis.
Sergipano, Cláudio Alexandre foi um dos solistas convidados para o oratório. Segundo ele, esta é a primeira vez que executa o oratório de Handel. “A oportunidade de cantar ‘O Messias’ é algo único. Esta é a primeira vez que interpreto esta peça, por isso estou muito feliz. É fundamental que o público possa ter contato com peças eruditas e que, às vezes, são inacessíveis. O grupo sinfônico de Sergipe vem realizando um lindo trabalho, tornando essas obras mais acessíveis ao grande público”, exaltou o baixo.
Dona de um timbre quente, Edna D’Oliveira é uma das mais importantes sopranos da América do Sul. Para ela é prazeroso ver o atual cenário da música erudita em Sergipe. “É uma honra estar aqui e ver o desenvolvimento da música clássica. Cantar ‘O Messias’, é cantar uma mensagem de Natal. Handel musicou toda a história de Cristo, então temos uma mensagem bíblica, de paz. Esta é a primeira vez que eu faço parceria com a orquestra e espero que seja a primeira de muitas”, brincou a artista.
Público emocionado
Entre estreantes e frequentadores assíduos de concertos sinfônicos, a pluralidade do público se fez presente mais uma vez durante a apresentação da Orquestra Sinfônica de Sergipe. Com o intuito de atrair cada vez mais o grande público, a Orsse a cada concerto, vem surpreendendo mais e com isso atraindo mais admiradores.
Jorge Leite é um deles. Analista do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ele conta que é de suma importância para o público sergipano que o Governo invista cada vez mais na Orsse. “Cada vez mais vemos uma maior evolução desta orquestra. Fico feliz em ver que o Governo está investindo nesses músicos. Essa apresentação é prova disso, me emocionei bastante principalmente na parte da ressurreição de Cristo”, diz Jorge.
Diferentemente de Jorge, que acompanha orquestras sinfônicas, esta foi a primeira vez que o corretor Dalton Santos assistiu a uma apresentação sinfônica. “Mesmo sendo esta a minha primeira vez, passei a compreender um pouco a magia desse mundo da música clássica. Este foi um belo espetáculo que emocionou a todos”, observa Dalton.
Nesta quinta-feira, 22, às 20h30, no TTB, a Orsse realizará mais uma apresentação do oratório ‘O Messias’, encerrando assim com chave de ouro sua temporada expressiva de 2011.
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