Logo

Agência Sergipe
de Notícias

Notícia

Com inauguração do Cine Vitória, Governo amplia oferta de espaços culturais

O novo espaço será administrado pela Casa Curta-SE, instituição sem fins lucrativos ligada à área do audiovisual
11 de Julho de 2013 | 06:35

A cerimônia de inauguração do Cine Vitória, realizada na noite de quarta-feira, 10 de julho, tende a servir como marco para a história da cultura sergipana. Através dessa bela iniciativa, o Governo Federal e o Governo de Sergipe estão amplia a oferta de espaços culturais e abre espaço para produções audiovisuais do mundo inteiro, mas especialmente de Sergipe. O Cine Vitória não só representa fomento à produção cultural, mas também o retorno do cinema de rua em Aracaju.

O novo espaço, revitalizado mediante convênio firmado entre o Governo de Sergipe e o Ministério da Cultura (MinC), será administrado pela Casa Curta-SE, instituição sem fins lucrativos ligada à área do audiovisual. O cinema funciona na Rua do Turista (antiga Rua 24 Horas), localizada à rua Laranjeiras, 307, centro da capital sergipana, e representa uma excelente opção para os que apreciam a arte cinematográfica de qualidade.

Todo o projeto de restauração do espaço é resultado do investimento de, aproximadamente, R$ 272 mil numa estrutura moderna, aconchegante e, portanto, plenamente capaz de satisfazer as exigências dos espectadores. De acordo com a secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, a ação é de extrema importância para quem produz o audiovisual e, sobretudo, para a difusão do cinema de arte.

“Estamos oferecendo aos sergipanos e aos turistas um produto cultural patrocinado pelo Governo de Sergipe, lançado no mês de maio em caráter experimental durante o Festival Varilux e agora, efetivamente concretizado com amplo apoio do governador Marcelo Déda, a quem concedo o mérito de gerenciar de forma inovadora a cultura no Estado”, ressalta Eloísa.

A nova estrutura do Cine Vitória permite reunir o público máximo por sessão de 130 pessoas interessadas em produções que estão fora do circuito comercial e acessíveis a preços populares. Além da exibição de filmes nacionais e estrangeiros, funcionará no espaço o projeto ‘Sergipe Memória em Rede’, com produções sobre a história do Brasil, visualizadas com acesso gratuito à população nestas sessões.

“Uma janela se abre para a propagação da cultura, em especial, dos curtas metragens, uma vez que ocupam pouco espaço nas exibições feitas no circuito comercial. No Cine Vitória, essas produções serão sempre bem vindas e inseridas no programa ‘Sergipe Memória em Rede’, voltado para alunos da rede pública de ensino e para as comunidades em geral”, explica a diretora Geral da Casa Curta-SE, Deyse Rocha.

‘Aos Ventos que Virão’

A noite de reabertura oficial do Cine Vitória foi marcada pela estreia de ‘Aos Ventos que Virão’, filme do diretor Hermano Penna, gravado em Sergipe e patrocinado pelo Governo do Estado, que condicionou o apoio financeiro à participação de agentes culturais sergipanos na produção.

O filme narra a história de Zé Olímpio (Rui Ricardo Diaz), um jovem cangaceiro que, após o bando de Lampião ser dizimado, precisa fugir para São Paulo. Tempos depois, ele resolve retornar ao Nordeste e logo se torna político. É quando descobre a corrupção e a injustiça, ao ver um juiz impedir que seus eleitores possam votar. Revoltado, ele passa a ter atitudes agressivas como protesto.

Declarando-se lisonjeado pelo lançamento do filme durante a cerimônia de inauguração do Cine Vitória, o diretor Hermano Penna agradeceu o apoio do Governo de Sergipe e dos artistas locais que participaram das gravações, em sua maior parte, realizadas nesse território.

“A sensação é de que estou trazendo um filho para casa, apto a ser apreciado e bem recebido por todos que aqui se encontram. Aproveito para parabenizar os artistas locais e demais atuantes no filme, demonstrando a gratidão pelo incentivo a mim dispensado, direta ou indiretamente, para a execução desse projeto”, destaca Penna, presente na solenidade de inauguração com os atores Rui Ricardo Diaz, Luís Miranda, bem como os sergipanos Orlando Vieira, Antônio Leite, Rita Maia e outros.

Aprovação

Para o diretor de cinema, Anderson Martins, toda iniciativa dessa natureza é de grande valia para a população. “Quando consideramos o diferencial do Cine Vitória, cuja história acompanha algumas mudanças ocorridas em Aracaju ao longo dos anos, os méritos rendidos aos restauradores do espaço só aumentam. Teremos acesso a uma sala de cinema reservada para exibição de filmes de arte, inclusive sergipanos. Uma ação que tende a agregar valores para as produções audiovisuais e para os que trabalham com arte de uma forma geral”, garante o diretor.

A publicitária Natália Mota, que já é frequentadora do Cine Vitória, também aprova a ação revitalizadora que também tende a evidenciar o talento dos profissionais que atuam na área do audiovisual. “Os filmes exibidos são muito bem selecionados e trazem ao grande público um produto mais intelectualizado. Vantagem para os espectadores e para os produtores, atores e demais profissionais que atuam na área do audiovisual em Sergipe. Afinal, poderão ter seus trabalhos divulgados e valorizados neste espaço, sem precisar recorrer imediatamente ao mercado cinematográfico de outras regiões”, considera.

Cine Vitória

O Cine Vitória foi inaugurado em outubro de 1934 como ‘Cinema Vitória’, pertencente à Ação Solidária dos Trabalhadores. Funcionou por décadas na rua Itabaianinha, centro de Aracaju, até ser fechado na década de 80. Com a criação da ‘Rua 24 Horas’, no final da década de 90, foi novamente instalado no local, mas teve suas atividades encerradas.

Participações

A cerimônia de inauguração do Cine Vitória também foi prestigiada pelo vice-prefeito do município de Poço Redondo, Paulo Petrúcio; a diretora do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira e idealizadora do projeto Sala Avenida Brasil, Rosângela Rocha; o diretor de Programas e Projetos do Instituto Banese, Marcelo Rangel; o presidente da Fundação Aperipê, Luciano Correia; e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, Carlos Pinna.