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Mata Atlântica: trabalho de conservação do Estado reduz a zero o desmatamento das reservas sergipanas

Sergipe está entre os nove estados com índice de desfloramento zero, com número menor que 100 hectares de área reduzida nos últimos dois anos
24 de Maio de 2019 | 12:14

O trabalho de conservação das unidades naturais sergipanas tem rendido bons resultados. Prova disso é que, na última quinta-feira (23), a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram o relatório do desmatamento deste importante bioma. Os dados são referentes aos anos de 2017 e 2018 que concluiu um declínio de 9,3% em relação ao período anterior. Sergipe está entre os nove estados com índice de desfloramento zero, com número menor que 100 hectares de área reduzida nos últimos dois anos.

A Mata Atlântica é o único bioma com lei específica no Brasil -- a lei 11.428 de dezembro de 2006 que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica, e dá outras providências --, sendo uma das florestas mais ricas em diversidade de espécies de plantas e animais do planeta. Ao todo, o bioma corresponde a 15% do total do território brasileiro e tem, dentro de seu território, sete das noves maiores bacias hidrográficas do país.

Segundo o material disponibilizado, os estados do Ceará, Alagoas, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco e São Paulo também apresentaram números abaixo dos 100 hectares. Sergipe apresentou redução de 71%.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbs), com gerência da Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (SERHMA)EM, administra quatro unidades de conservação da mata: a Área de Proteção Ambiental (APA) Morro do Urubu (em Aracaju); Área de Proteção Ambiental do Litoral Sul (passando pelos municípios de Itaporanga d'Ajuda, Estância, Santa Luzia do Itanhy e Indiaroba); Refúgio da Vida Silvestre Mata do Junco (município de Capela); e a Área de Interesse Ecológico Mata do Cipó (localizada no município de Siriri).

Além destas áreas já cadastradas e geridas pelo Estado, o coordenador de Áreas Protegidas e Florestas da SERHMA, Elísio Elísio Marinho, explica que novas estão sendo elaboradas. “Outras áreas estão em processo de elaboração de plano de manejo para serem geridas por nós também. Todas essas unidades têm um conselho executivo gestor (composta por representantes municipais, estaduais e federais) e, dentro deste viés, o resultado apresentado pela Fundação é importante demais. Saber que, neste último ciclo, Sergipe entrou no hall dos que atuam diretamente no combate ao desmatamento é muito importante para nós”, ressalta. 

Elísio conta, ainda, que, até o final do ano, será implementado o georreferenciamento aéreo, que auxiliará diretamente nas fiscalizações e que, segundo ele, vai contribuir muito pela manutenção do resultado apresentado pela Fundação. “Nossa intenção é continuar com nível zero de desmatamento. As imagens de satélite irão contribuir com a celeridade das atuações. O Governo também tem trabalhado na recuperação de áreas desmatadas anteriormente. Essa recuperação tem sido feita através de diversos programas, a exemplo do plantio de mais de 550 mil mudas de espécies nativas do bioma Mata Atlântica. Além de ações voltadas à conservação das matas ciliares com preservação e recuperação de áreas”, acrescenta.

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