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Canindé participa da Feira de Sergipe

Por Silva Júnior  A Feira de Sergipe começou no dia 11 de janeiro e termina no próximo dia 21, domingo. A praça de eventos da Orla de Atalaia abriga 252 estandes, 80% são de artesanato e 20% são destinados a pequenos negócios dos setores da indústria, do comércio e da alimentação. O evento coordenado e patrocinado pelo Sebrae expõe parte das manifestações culturais, artísticas e sociais do estado. A prefeitura de Canindé de São Francisco, além de expor seu potencial turístico, leva artesanato e apresentação folclórica.
15 de Janeiro de 2007 | 05:10

 

Por Silva Júnior

 

 

A Feira de Sergipe começou no dia 11 de janeiro e termina no próximo dia 21, domingo. A praça de eventos da Orla de Atalaia abriga 252 estandes, 80% são de artesanato e 20% são destinados a pequenos negócios dos setores da indústria, do comércio e da alimentação. O evento coordenado e patrocinado pelo Sebrae expõe parte das manifestações culturais, artísticas e sociais do estado. A prefeitura de Canindé de São Francisco, além de expor seu potencial turístico, leva artesanato e apresentação folclórica.

Esculturas em madeira de seu Reginaldo, tapeçaria em sisal, bonecas de bano, compotas de mel silvestre e sabonetes de leite de cabra são algumas das atrações comercializadas. As Secretarias de Bem Estar Social e a de Cultura e Turismo de Canindé são as responsáveis pelo estande. ?A procura por nossos produtos tem sido boa. Os sabonetes feitos com leite de cabra, por serem os mais procurados, já acabaram. Agora vou comprar alguns produtos no comércio de Aracaju para fazer mais sabonetes?, revelou Acácia Lima Feitosa, artesã que reside no povoado Curituba, em Canindé. Juá e Aroeira, árvores presentes no sertão de Canindé, são outras essências naturais utilizadas por Acácia.

 

A professora de história Norma Pereira da Cruz escolheu uma das peças talhadas por Reginaldo. ?Por onde eu passo, seja no Brasil ou no exterior, trago sempre uma lembrança que revela a cultura local. As ferramentas utilizadas na lavoura do sertanejo, os animais silvestres da caatinga, a  natureza, exemplos da história e do cotidiano desse povo do sertão que eu respeito muito?, disse a professora Norma, explicando a sua opção pelo artesanato de Canindé.

 

Para Rita Cícera Fernades, responsável pelo artesanato de Canindé, a Feira de Sergipe também oferece uma ótima oportunidade para a divulgação positiva do município, uma vez que revela aos turistas e aracajuanos a vocação turística do Complexo Xingó. ?As pessoas chegam ao estande e, quando olham os cartazes, ficam fascinadas pela beleza do nosso município. O cânion, o lago da hidroelétrica de Xingó, os passeios, a vegetação, a história do cangaço e o rio São Francisco, despertam o interesse e a curiosidade das pessoas por nosso município?, afirmou Rita Fernades.

 

No penúltimo dia da Feira de Sergipe, próximo dia 20, às 18 horas, a Secretaria de Cultura e Turismo de Canindé apresenta no palco principal a encenação do Pastoril. O grupo composto de idosos, jovens e crianças canindeenses representam o folclore quase extinto em Sergipe, mas que foi resgatado por amantes da cultura popular com incentivo da Prefeitura Cidadã. 

 

O artista Tonhão do Imbuaça e a jornalista Silvia de Oliveira formataram o projeto dedicado ao resgate e preservação das manifestações folclóricas do sertão. ? A Cavalhada,  o São Gonçalo de Curituba e as quadrilhas juninas também estão inseridos neste trabalho de resgate e valorização. Inclusão social, ocupação e renda, preservação da identidade regional, atração turística, algumas das inúmeras possibilidades conquistadas através da Cultura?, explicou Silvia.